Qual a Forma Mais Barata de Chegar na Tailândia Saindo do Brasil?

Qual a forma mais barata de chegar na Tailândia? Época ideal, Ethiopian x Emirates, e os truques do dólar e da VPN, por quem já viajou pra cá.

Capa do artigo Qual a Forma Mais Barata de Chegar na Tailândia Saindo do Brasil?
Airbus A380-800 da Emirates no Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em 3 de julho de 2025. Foto: Ygor Lima

A coisa mais importante em que pensamos quando vamos viajar é a compra da passagem, correto? Sim, a gente pesquisa em trocentos sites para encontrar o melhor preço. Qualquer valor a menos, milhas esquecidas ou cupons de desconto, a gente usa.

Pra viajar para a Ásia não é diferente. O maior custo para uma pessoa que vem pra cá é, sem dúvida, a passagem aérea. Hotel, alimentação e passeios são baratos, mais baratos até do que no Brasil, mas a passagem aérea é o que mais dói no bolso.

É por isso que eu separei algumas dicas da minha própria experiência na hora de comprar a passagem. A gente vai falar sobre qual é a melhor época para comprar passagem barata pra Tailândia, qual é a rota mais barata, quais rotas evitar e alguns truques para comprar passagem por um preço menor. E a gente também vai falar sobre por que eu não compro mais passagem aérea em reais, apenas em dólar.

Fica aqui até o final, que depois você vai me agradecer.

Antecedência, por que comprar cedo importa?

Uma coisa que eu aprendi quando vim pra Ásia pela primeira vez foi: compre a passagem com antecedência. Eu sei que isso já virou clichê, mas, quando você vai visitar um país do outro lado do mundo, precisa ter ciência de que as épocas de alta temporada são totalmente diferentes das nossas.

Portanto, compre a passagem pelo menos 3 meses antes da viagem. Você vai entender o porquê. Fica comigo.

O mito da baixa temporada, por que julho é a pior época?

 Agora, quer saber uma coisa interessante? Geralmente, a gente ouve falar que, quando vamos viajar, devemos ir fora de temporada, pois é mais barato, correto? Mas, na Tailândia, não é assim. Julho é uma das piores épocas para conhecer o país, pois é época de chuvas fortes e enchentes. Então, a gente logo imagina: deve ser a época mais barata, correto? Errado.

Em julho, os preços das passagens aéreas saindo do Brasil para a Tailândia podem ser até 23% maiores do que nos meses mais baratos. Isso acontece porque julho é mês de férias escolares no Brasil e, por esse motivo, viajar fica caro.

Só pra você ter uma ideia, segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, o mês de julho de 2026 teve mais de 2 milhões e 700 mil passageiros em voos para o exterior, mais de 22% do total de um ano inteiro em apenas um mês.

Por esse motivo, o pior mês para viajar para a Tailândia é julho. Além das enchentes em Chiang Mai, Phuket e em alguns pontos de Bangkok, você provavelmente vai pagar a passagem mais cara.

Qual a melhor época então?

Beleza, Ygor, você falou da pior época, mas e aí, qual é a melhor época? Vamos por partes: a gente já viu que julho não rola. E, detalhe: a primeira vez que vim pra cá foi no mês de julho, kkkkk. Mas, brincadeiras à parte, eu escolheria a partir de março.

De março até maio seria a melhor opção, porque março é o fim da alta temporada na Tailândia, então já é um ponto positivo. Também é período letivo no Brasil, e poucas pessoas estão de férias. Resultado: demanda baixa dos dois lados e preço baixo dos dois lados.

E, se conseguir viajar no mês de abril, ainda pode se programar para passar o Songkran, o ano-novo tailandês.

Evite os meses de maio a outubro devido às chuvas causadas pelas monções.

Melhor rota: Ethiopian Airlines

Outra coisa são as rotas. A rota em que tive o melhor custo-benefício foi com a Ethiopian Airlines. A companhia possui voos diários saindo de Guarulhos, com escala em Adis Abeba. Foi o melhor custo-benefício considerando o preço, o tempo de viagem, de aproximadamente 22 horas, e também o fato de a companhia fazer todo o trajeto sem precisar refazer o check-in.

Além disso, achei o serviço de bordo honesto. No jantar e no almoço, há opção de arroz ou purê de batata com uma proteína. Tem café da manhã com opções de frutas, biscoitos e sanduíches.

O avião é o 787. Ele é menos espaçoso e menos confortável do que o A380 da Emirates, mas, mesmo assim, não deixou a desejar pelo preço.

Segunda opção: companhias do Oriente Médio

A segunda opção é viajar com as companhias do Oriente Médio, especialmente com a Emirates. A companhia faz escala no aeroporto de Dubai. Inclusive, é uma baita experiência conhecer esse aeroporto, se tiver a oportunidade. Além disso, o serviço da companhia é mais premium do que o da Ethiopian.

Na Emirates, por exemplo, tem bar no avião, com opções de vinhos e outros tipos de bebidas. Os assentos também são mais confortáveis e espaçosos, pois o avião é o A380-800. A Emirates pode ficar em torno de 15% a 20% mais cara do que a Ethiopian.

Refeição servida em classe econômica a bordo no voo da Emirates de São Paulo a Dubai: purê de batata com carne ao molho, legumes e cocada como sobremesa, em 22/06/25. Foto: Ygor Lima

Rotas a evitar

Fuja das companhias com escalas em países europeus, pois os preços são mais altos. Na Tailândia, há muitos turistas europeus, então a demanda por voos é maior e, consequentemente, os preços também.

Há também voos com escala na Turquia, mas eu não recomendaria esses voos, pois, devido aos conflitos no Oriente Médio, houve um aumento na demanda por eles e também nos preços.

Truque 1: compre em dólar 

Agora, lembra que eu te falei lá em cima que você ia me agradecer? Pois bem, ficam dois macetes aqui. O primeiro: compre a passagem em dólar.

Isso mesmo, dólar.

A dica aqui é simples: tenha um cartão da Wise ou de qualquer banco que ofereça conta internacional e, quando o câmbio estiver mais baixo, vá comprando dólares aos poucos para a sua viagem.

E aqui está o macete: quando o dólar sobe em relação ao real, o preço das passagens, quando expresso em dólar, pode cair para acompanhar o preço praticado no mercado brasileiro. Isso não acontece exatamente na mesma proporção nem de forma automática, mas o efeito cambial pode fazer uma tarifa que continua parecida em reais ficar mais barata quando vista em dólares.

Se você comprou seus dólares antes, quando o câmbio estava mais baixo, pode aproveitar essa diferença dos dois lados: comprou a moeda mais barata e depois usa esses dólares para pagar uma passagem que, naquele momento, está custando menos em dólar.

E essa diferença pode ser grande. Em maio de 2026, por exemplo, o dólar chegou a aproximadamente R$ 4,90 e, apenas três meses depois, passou de R$ 5,22. Em uma passagem de US$ 1.200, ter comprado os dólares quando a cotação estava mais baixa representaria uma economia de aproximadamente R$ 392 só na diferença cambial.

Truque 2: VPN com CDN na Ásia

A segunda dica, e a mais importante, é usar uma VPN com servidores na Ásia. Mas por quê? Algumas companhias e agências têm tarifas diferentes conforme o Point of Sale, a moeda, o mercado local e as promoções regionais.

A própria Thai Airways, por exemplo, tem regras específicas sobre o país de venda e a emissão do bilhete, justamente porque essas diferenças de mercado existem.

E, pra isso, eu só uso a NordVPN. Ela possui servidores em 167 países, cobre praticamente todos os países do Sudeste Asiático e é muito fácil de usar. É só baixar o aplicativo da NordVPN no seu computador ou celular, logar e escolher o país que deseja simular pra fazer a compra.

NordVPN — proteção para sua vida digital


Bom, se você ficou até aqui e esse relato esclareceu as suas dúvidas sobre passagens aéreas para a Tailândia e para outros lugares do Sudeste Asiático, eu te convido a conhecer melhor o nosso site. Eu moro na Ásia e, aqui, conto tudo com base na minha vivência real: lugares pra conhecer, como morar na Tailândia, tipos de visto, entre outras coisas.

E, como você ficou até aqui, eu separei um presente especial para você. O Ásia de Perto tem uma parceria com a Kiwi e, ao comprar passagens pelo nosso link abaixo, você encontra os menores preços em passagens para ásia.

Isso acontece porque a Kiwi cria rotas combinando diferentes companhias aéreas em itinerários com self-transfers.

Então, bora ver a Ásia de perto?


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